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sábado, 15 de maio de 2010

Poetisa Alda das Neves da Graça do Espírito Santo ou A Poesia da fraternidade humana universal

Qualquer mulher inspira poesia.Ela própria é poesia ; uma poesia singular e universal.
Esta Poetisa , Senhora-Mãe , Mulher Africana e Santomense do" solo sagrado de São Tomé e ...Príncipe" que defende a unidade entre o protesto e a luta , entre a revolta e a esperança , contra todo e qualquer etnocentrismo Europeu e a defesa de um Universalismo Africano , entre o orgulho Africano e a Humanidade dos Homens.
E portanto , por uma mudança salutar do nosso "Modus Vivendi" e "Modus Operandi" vigentes.
Uma poesia que pode ser considerada simultaneamente da Negritude , da Africanitude e da Africanidade.Mas por um Universalismo "real" e genuíno.
Melhor dizendo , é uma Poesia da Negritude porque nos transmite o sentimento profundo da afirmação africana , é da Africanitude porque nos transmite esse sentimento profundo e o "Ser" profundamente Africano.Finalmente , é de Africanidade porque nos transmite o "Ser" e o "Sentir" Africano ;nela , há uma ideia de partilha com o mundo , há a necessidade de dar-se a conhecer , de universalizar-se e de universalizar.
Ela foi "...pintando na grande tela da vida uma história bela para os homens de todas as terras...", "cultivando o Universalismo" , "...em torno do mundo..." e para o mundo , para construir um futuro melhor.Haverá outro futuro melhor que o proposto por ela?
Haverá outro Universalismo tão inclusivo ?
Dizia ainda , "...vou trazer para o palco da vida pedaços da minha gente..." , afirmando a Humanidade do Africano , mas por outro lado , não esquecendo de contar "...com gentes de longe...".
Alda das Neves da Graça do Espírito Santo , reafirmou isso sim , a sua coerência na Poesia expressando o protesto e a luta intimamente associada às aspirações do seu povo e portanto , de todos os Africanos e de todos os Povos do Mundo que buscavam e buscam incessantemente a Emancipação.

Parede ,20 de Maio de 2002.

Delmar Maia Gonçalves