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sábado, 4 de abril de 2015

"Da Raiz (transparências)"



BREVE ANOTAÇÃO SOBRE O LIVRO

 “Quando estou na Poesia tudo se torna mais claro”. Ainda bem.

É essa a sina do Poeta. Por isso, não admira o seu objectivo afirmado e reafirmado “Afastar a mágoa do mundo/Quero/Quero muito” e é natural que, de tanto pensar, conclua sabiamente “Há um tempo para tudo/Por isso, às vezes não penso/Faz-me falta não pensar”.

E como sabeis a poesia é vida. Vida que nos vai inspirando no seu encanto e desencanto num mundo onde cada vez mais reinam desumanos mascarados de humanos.

Daí a impossibilidade do não-pensamento num Poeta, que é tragicamente um fiel guerrilheiro da verdade que busca incessantemente.

Objectivamente as obras literárias como todas as obras de arte são de uma solidão infinita, mas trazem-nos a beleza e o espanto e, ainda, a riqueza da nossa singularidade poética no mundo. Com esta Poeta que se vai afirmando não poderia ser diferente.

A candura da sua suave poética revela-nos o ser que nela habita e que serenamente vai lendo o mundo de forma muito particular e única, porque como diz convicta “Há dias em que trago o mar dentro de mim”. E o Mar meus senhores, o Mar…, quem pára o Mar?


DELMAR MAIA GONÇALVES
(Escritor e Presidente do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora)



segunda-feira, 22 de setembro de 2014

"Deambulações pela Escrita" de Ascêncio de Freitas



Há sempre escritores que deixam marcas na água. Ascêncio de Freitas é um deles. Na verdade, coloco-o no mesmo patamar e na senda de grandes escritores universais lusófonos como Jorge Amado, José Luandino Vieira, Ruy Duarte de Carvalho, José Saramago, Manuel Lopes, Lobo Antunes e Baltasar Lopes.
Com um percurso literário “sui generis”, sempre navegando entre Moçambique e a Península Ibérica, sempre soube aproveitar os contactos com as grandes correntes literárias modernas através do seu conhecimento profundo das ideias, história, modelos, estéticas e ventos que os vários “exílios” lhe proporcionaram e tão bem soube e sabe usar na arte da escrita.



Delmar Maia Gonçalves
(Escritor e Presidente do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora - CEMD)

sexta-feira, 7 de março de 2014

Texto de contracapa do livro "Poalha de MossaM'Biki" de Ribeiro-Canotilho


Ribeiro-Canotilho, um vate moçambicano, das artes e das letras, ancorado em terras lusas, navega no mar Atlântico fisicamente e  no Índico espiritualmente. 

Sua poesia carrega  a força das palavras Lusófonas, impregnadas dum lirismo europeu clássico e, simultaneamente, emprenhadas de moçambicanidade. Memórias zambezianas, laurentinas e lusas, de quem as guarda religiosamente e que se cruzam e se casam harmoniosamente nesta sua obra Poalha de Mussam’Biki. 

Bayete para o Poeta!


Delmar Maia Gonçalves
(Escritor e Presidente do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora - CEMD)