Tu que não abandonaste a terra
em tempo de guerra
Tu que cultivaste arroz
em tempo de guerra
Tu que atravessaste
a fronteira de Namacata
Tu que espreitaste
o perigo a cada passo
Tu que correste
riscos de accionar minas
Tu que não desististe
da luta pela vida
Tu que suportaste
nossa partida
Tu que aguardaste
nosso regresso
Tu que nunca perdeste
a esperança
Tu avó, tu...,
siavuma avó!
Delmar Maia Gonçalves
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terça-feira, 1 de abril de 2008
SOMOS UM NUMERO
Em visita
Sepulcral
Aos entes humanos
Descobri a aberração
Das modernas sociedades
Desumanizantes e civilizadas
Em que vivemos!
Quando morremos
Somos reduzidos a um número.
Perdemos o nome
E a dignidade.
Está tudo planeado!
Até temos com
Quem partilhar a cova…
Uma espécie de vala comum!!!
Afinal, estamos mortos não é?
E não valemos nada
Nem sequer um nome.
Somos apenas mais um número
Que não somos
Nem fomos!
Delmar Maia Gonçalves
Sepulcral
Aos entes humanos
Descobri a aberração
Das modernas sociedades
Desumanizantes e civilizadas
Em que vivemos!
Quando morremos
Somos reduzidos a um número.
Perdemos o nome
E a dignidade.
Está tudo planeado!
Até temos com
Quem partilhar a cova…
Uma espécie de vala comum!!!
Afinal, estamos mortos não é?
E não valemos nada
Nem sequer um nome.
Somos apenas mais um número
Que não somos
Nem fomos!
Delmar Maia Gonçalves
Etiquetas:
Poesia
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
A MORTE DO VALE DOS PERDIDOS
Na “falecida” taberna
Do Sô Zé
Frequentavam
Bêbados inseguros,
Casados infelizes,
Fumadores inveterados,
Profissionais frustrados,
Prostitutas sedentas de euros,
Solteiros sem auto-estima,
E um cão vadio e solitário.
Lá dentro,
Sentia-se
Um cheiro fedorento
E uma atmosfera única
Qual Vale
Dos Perdidos.
Foi decretada
A sua “Morte”
E eu assisti
Ao seu cortejo fúnebre.
Delmar Maia Gonçalves
Do Sô Zé
Frequentavam
Bêbados inseguros,
Casados infelizes,
Fumadores inveterados,
Profissionais frustrados,
Prostitutas sedentas de euros,
Solteiros sem auto-estima,
E um cão vadio e solitário.
Lá dentro,
Sentia-se
Um cheiro fedorento
E uma atmosfera única
Qual Vale
Dos Perdidos.
Foi decretada
A sua “Morte”
E eu assisti
Ao seu cortejo fúnebre.
Delmar Maia Gonçalves
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Poesia
domingo, 17 de fevereiro de 2008
A UNIVERSALIDADE DO CRENTE

Sou Cristão
Vou a Roma ou a Belém
Vou à Igreja
Ajoelho-me e oro
Leio a Bíblia Sagrada
Invoco Jesus Cristo
Rezo a Deus
Cumpro o meu dever
Retorno.
Sou Muçulmano
Vou à Meca ou Medina
Vou à Mesquita
Leio o Alcorão
Oro
Invoco Muahmmad
Rezo a Allah
Cumpro o meu dever
Retorno.
Sou Judeu
Vou à Telavive ou Jerusalém
Vou à Sinagoga
Leio o Torá
Oro
Faço a Tahanum
Invoco David e Salomão
Rezo a Adona
Cumpro o meu dever
Retorno.
Sou Hindu
Vou à Benares ou ao Ganges
Vou ao Templo
Leio o Gita
Medito e oro
Purifico-me
Invoco Krishna
Rezo a Om e Brahma
Cumpro o meu dever
Retorno.
Sou homem global
Crente de deus
E estou
Em sua busca.
Delmar Maia Gonçalves
Vou a Roma ou a Belém
Vou à Igreja
Ajoelho-me e oro
Leio a Bíblia Sagrada
Invoco Jesus Cristo
Rezo a Deus
Cumpro o meu dever
Retorno.
Sou Muçulmano
Vou à Meca ou Medina
Vou à Mesquita
Leio o Alcorão
Oro
Invoco Muahmmad
Rezo a Allah
Cumpro o meu dever
Retorno.
Sou Judeu
Vou à Telavive ou Jerusalém
Vou à Sinagoga
Leio o Torá
Oro
Faço a Tahanum
Invoco David e Salomão
Rezo a Adona
Cumpro o meu dever
Retorno.
Sou Hindu
Vou à Benares ou ao Ganges
Vou ao Templo
Leio o Gita
Medito e oro
Purifico-me
Invoco Krishna
Rezo a Om e Brahma
Cumpro o meu dever
Retorno.
Sou homem global
Crente de deus
E estou
Em sua busca.
Delmar Maia Gonçalves
Madorna/Parede, 29 de Outubro de 1994.
Ilustração:
"Universalidade do Crente"
De Fabio Inglese
(Artista Plástico Italiano)
Lisboa, 2007.
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Poesia
terça-feira, 23 de outubro de 2007
E eu sou eu

Aqui estou eu
Mestiço de negro e branco
Severo e brando
Obstinado e ocioso
Modesto e orgulhoso
Obsessivo e sereno
Manso e prudente
Agradável e egocêntrico
Talvez a lei dos contrários
Impere em mim
Ou talvez haja apenas
Uma simbiose de antíteses
O que faz de mim indivíduo
Pois é…
Eu sou eu.
Delmar Maia Gonçalves
Mestiço de negro e branco
Severo e brando
Obstinado e ocioso
Modesto e orgulhoso
Obsessivo e sereno
Manso e prudente
Agradável e egocêntrico
Talvez a lei dos contrários
Impere em mim
Ou talvez haja apenas
Uma simbiose de antíteses
O que faz de mim indivíduo
Pois é…
Eu sou eu.
Delmar Maia Gonçalves
Parede, 3 de Fevereiro de 1996.
Ilustração:
"E eu sou eu"
De Filipa Silveira
(Artista Plástica)
Lisboa, 15 de Janeiro de 2000.
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Poesia
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