sábado, 1 de agosto de 2009

Lá vai Nónó
Belo e vaidoso
Não é rei, não!
Não vai roto
Nem descalço vai
Já tem fato
Tem gravata
Com um nó
Tem camisa
Tem sapato
Bem atado
Mas Nónó
Tem fome
Fome de comer
Fome de saber
E a fome mata!
Não mata?


Delmar Maia Gonçalves
Lisboa, 20 de Janeiro de 2008.
Porquê esta dolorosa permanência no sepulcro?
Que doces surpresas ainda me reservas?
Porque ideias e ideais me terei de bater num mundo que caminha em sentido regressivo?
Onde poderei extrair a essência adocicada actual de que o crime compensa?
Como poderei repôr a verdade na máscara da mentira?
Que sabor poderei partilhar?


Delmar Maia Gonçalves
Lisboa, 21 de Junho de 2008.
Fujo sempre da tua insinuante dança,
mas a minha dança leva-me a ti.



Delmar Maia Gonçalves
Lisboa, 16 de de Março de 2008.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Mulheres

Há as Kamasutrianas, as diluvianas, as frenéticas, as curvilíneas, as herméticas, e enfim, há as beatas de Avé-Maria. Não se pode ter tudo!


Delmar Maia Gonçalves
Lisboa, 2 de Junho de 2008.
Se a minha luz se apagasse,
tornava a noite
a abraçar-me
flamejando o meu coração
e deixando-o em cinzas.


Delmar Maia Gonçalves
Parede, 16 de Março de 2008.
É a crítica que depende do escritor e não o escritor que depende da crítica.


Delmar Maia Gonçalves
Lisboa, 22 de Julho de 2008.
Que poderei dizer da crítica literária? Que é um sistema oligárquico, montado por um lobby feudal que defende os seus interesses e dita as regras do jogo na literatura. Uma velha forma de coorporativismo.


Delmar Maia Gonçalves
Lisboa, 8 de Julho de 2008.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Quando nos sentimos cheios com futilidades, algo está mal.



Delmar Maia Gonçalves
Lisboa, 2 de Janeiro de 2009.
E se os vampiros fossem anjos e os pombos satânicos?



Delmar Maia Gonçalves
Baixa-Chiado/Lisboa, 4 de Abril de 2008.
Eu sou estrangeiro de mim próprio.



Delmar Maia Gonçalves
Lisboa, 22 de Maio de 2008.