quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Angola - Antes da Paz

Em Angola as duas partes (MPLA / UNITA ) , deverão genuinamente manifestar interesse e vontade de tudo fazerem para levarem a cabo um processo construtivo de busca de uma Paz efectiva e duradoura para o seu martirizado Povo.
Tendo ainda em consideração os superiores interesses da Nação Angolana , as duas partes deverão concordar certamente que é necessário que se ponha de lado aquilo que verdadeiramente as divide e que se concentrem com prioridade e atenção naquilo que as une , com vista a criarem uma base comum de trabalho para , no espírito de compreensão e entendimento mútuos , realizarem um diálogo no qual debatam os diferentes pontos de vista.
Por outro lado , as duas partes deverão reafirmar claramente estarem prontas a empenhar-se profundamente e no espírito de respeito e compreensão mútuos , na busca de uma verdadeira plataforma de trabalho para pôr fim à guerra , e criar condições políticas , económicas e sociais que permitam trazer uma Paz genuína e não "podre" e normalizar a vida de todos os Cidadãos Angolanos.
É necessário finalmente que sejam definidas fronteiras de interesses para que cada uma das partes saiba e se comprometa com o princípio de que , onde começa a Liberdade de uns , termina a dos outros e vice-versa!

Delmar Maia Gonçalves

domingo, 15 de agosto de 2010

Relações Militares da FRELIMO

As Relações Militares da FRELIMO ( desde 1962 ) e do Governo da República Popular de Moçambique ( depois da Independência - de 1975 à 1996 ) com o exterior :
De 1962 à 1975 a FRELIMO recebeu apoio militar e humanitário dos seguintes países : E.U. A. , Israel , Marrocos , Argélia , Egipto , Líbia , Arábia Saudita , Índia , Tanzania , Zâmbia , Suécia , Jugoslávia , Holanda ,Cuba , China , Dinamarca , Finlândia , Bulgária , Checoslováquia , Hungria , Roménia , Ruanda , Burundi , Etiópia , Tunísia , Grã-Bretanha , R.D.A.P ,Vietname , União Soviética , França , Nigéria , Quénia , Noruega .
Entre 1973-1977 , os Soviéticos forneceram 40 milhões de dólares à FRELIMO em armamento.
De 1975 à 1996 , o Governo Moçambicano assinou acordos de cooperação militar com os seguintes países : Argélia , Tanzania , Zâmbia , Nigéria ,Zimbabwe , Congo , Malawi , Swazilândia ,Angola , Guiné-Bissau , Uganda , África do Sul , Grã-Bretanha , Espanha , Índia , Paquistão , Cuba , Coreia do Norte , França , União Soviética , Portugal , Hungria , R.D.A. , Canadá , Holanda , Vietname , Itália , E.U.A. , Suécia .
Em 1984 , o pessoal militar e de segurança do Bloco de Leste em território Moçambicano era de 1458 e 1958 elementos . Gradualmente passou de Conselheiros das Forças Armadas para Instrutores na formação de militares de baixa patente .
Ainda em 1984 , um grupo de Oficiais Americanos de alta patente , visitou Moçambique .
Em 1985 , a Casa Branca pediu ao Congresso 3 milhões de dólares em ajuda militar , mas o pedido foi derrotado pelos conservadores Republicanos ( em maioria).
Em 1986 , Joaquim Chissano convidou os E.U.A. a enviarem um vaso de guerra em visita a Maputo .
Moçambique assinou um acordo com a França para a formação de uma força de Élite Presidencial .
Em 1996 , um dos Vice-Ministros Moçambicanos da Defesa pediu ao Secretário de Estado Americano para os Assuntos Africanos ajuda militar mais concreta .
A Grã-Bretanha assegurou a instrução dos quadros militares , quer em Londres , quer no Zimbabwe , quer em território Moçambicano .
A França assegurou também a formação ( através de um Centro de Instrutores Militares ) e uma ajuda militar com material bélico e de comunicações .
A Espanha apoiou a formação de Polícias Rurais .
Joaquim Chissano visitou o Salão de Exposições de Armas terrestres da Base militar Francesa de Satory , perto de Paris .
O Zimbabwe tinha cerca de cinco mil soldados a combaterem ao lado do Exército Governamental Moçambicano ( da FRELIMO) contra a RENAMO .Por outro lado , o Zimbabwe mantinha soldados seus a vigiarem o estratégico Corredor da Beira .
A Tanzania tinha cerca de um milhar de soldados a combaterem ao lado do exército Moçambicano ( da FRELIMO) contra a RENAMO.
A Zâmbia tinha soldados a lutarem ao lado do Exército Moçambicano ( da FRELIMO) sobretudo para repelirem os ataques da RENAMO em território Zambiano .
A Swazilândia assinou um Acordo de Segurança Fronteiriça com Moçambique .
A África do Sul forneceu equipamento militar e instrutores para a defesa e reabilitação das linhas de energia de Cahora Bassa e o Corredor de Maputo .
Portugal formou Oficiais Superiores das Forças Armadas Moçambicanas .
O Tenente-Coronel Howard Crowl ,Chefe do Estado Maior do Comando Militar dos Estados Unidos da América na Europa visitou Maputo.
Os principais fornecedores de armamentos a Moçambique até ao final da guerra civil foram a ex. União Soviética , Cuba e Coreia do Norte .

In "Moçambique Diplomático"

Delmar Maia Gonçalves

Os problemas do Racismo

"Se daqui por mais 20 anos ainda andarmos a discutir os problemas do Racismo então quer dizer que fomos todos derrotados e com grande ironia , graças à nossa inércia , ócio e irresponsabilidade".

Delmar Maia Gonçalves

Racismo:patologia grave

"O Racismo é um estado de espírito doentio.Quanto mais evitamos enfrentá-lo mais nos embrenhamos nas suas teias".

Delmar Maia Gonçalves

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Bêbado

Ah bêbado...
Por que mágoas te rebelas ,
Por que entraves ,
Por que aberrações (?)
Ah bêbado...
Se soubesses quantas
soluções melhores encontrarias!
Se procurasses...!
Se soubesses quanta
dor semeias!
Se soubesses quanto
amor desperdiças!
Valerá a pena
ser libertino(?)
Oh bêbado...
Quanto ódio enraízas
em mim!
Quanta ingratidão
me ofereces!
Valerá a pena
ser bêbado(?)

Delmar Maia Gonçalves

domingo, 1 de agosto de 2010

Notas sobre o II Encontro de Escritores Moçambicanos na Diáspora

Este II Encontro de Escritores Moçambicanos na Diáspora é um Poema , um enorme Poema !
Ingenuamente talvez , estou aqui , mais uma vez para não desistir , para não me vergar , porque me recuso a desistir , porque me recuso a ser vergado .
Sinto-me muito pequenino perante tamanha personalidade da Literatura aqui presente .Mas , por outro lado , elevado ; elevado por estar perante um "Escritor de corpo inteiro " e "Soba"que se tornou uma fonte de inspiração para uma grande geração de Escritores e Poetas Moçambicanos e Portugueses .
Entre os vários textos que encontrei na internet desatualizado embora , escolhi este , da Maria João Silva , que retrata bem o Escritor  Homenageado .É um retrato fiel desta singular personalidade multifacetada.


Delmar Maia Gonçalves

sábado, 12 de junho de 2010

Mais uma Nota Biográfica de Delmar Maia Gonçalves

Delmar Maia Gonçalves nasceu na cidade de Quelimane , na República de Moçambique em 1969 ( ano da morte do dirigente nacionalista Moçambicano Dr. Eduardo Mondlane , o Fundador da FRELIMO ).Enquanto Escritor , Poeta e Activista Cultural foi o responsável e apadrinhou a estreia literária e editorial de promissores Poetas e Escritores Portugueses como Valter Pereira e Vera Fornelos ( no Projecto Poiesis ) e ainda a participação de Luís Ferreira e da Moçambicana Ana Paula Loureiro ( no Projecto Cadernos Moçambicanos Manguana 3 ) .
Promoveu também a participação do Escritor , Poeta e Artista Plástico Moçambicano João Craveirinha ( no Projecto Poiesis) com um prefácio .
Promoveu ainda , a participação de Manuel Matsinhe , Carlos Gil , José Alberto Sitoe , Nora Villar , Flaviano Fernandes , Nídia Gabriela Fernandes , Jorge Chichorro Rodrigues e Penélope Ramos Rodrigues ( de Portugal ) , Paula Ferraz , Cláudia Gomes e Edmundo Ortigão Verdades ( de Angola ) nos Projectos Cadernos Moçambicanos Manguana .
Da mesma forma , promoveu a participação com as ilustrações das capas dos Artistas Plásticos :
Lívio de Morais ( Moçambique Novo , o Enigma ) , Roberto Chichorro ( Moçambiquizando ) , José Pádua ( Afrozambeziando Ninfas e Deusas ) , David Levy Lima de Cabo Verde ( Mestiço de corpo inteiro ) e ainda Filipa ( Cadernos Moçambicanos 1 , 2 e 3 ).
Vários outros Artistas Plásticos ilustraram seus textos em poesia e prosa , entre os quais : Isabel Carreira ( Cadernos Moçambicanos 2 , Verbum e Mestiço de corpo inteiro ) , Filipa ( Moçambique Novo , o Enigma ; Moçambiquizando ; Afrozambeziando Ninfas e Deusas ; Mestiço de corpo inteiro ; Inquietação ; Viola Delta XXXVII , Viola Delta XLI , Viola Delta XLII ) , Rui Jordão de Angola ( Labirinto de espelhos ) , Fernando Grade, de Portugal ( Afrozambeziando Ninfas e Deusas ; Viola Delta XLIV ) e Vera Novo Fornelos ,de Portugal ( Viola Delta XLVI ) .
É o Promotor e Curador dos Encontros de Escritores Moçambicanos na Diáspora ( em Portugal ) .

sábado, 15 de maio de 2010

Poetisa Alda das Neves da Graça do Espírito Santo ou A Poesia da fraternidade humana universal

Qualquer mulher inspira poesia.Ela própria é poesia ; uma poesia singular e universal.
Esta Poetisa , Senhora-Mãe , Mulher Africana e Santomense do" solo sagrado de São Tomé e ...Príncipe" que defende a unidade entre o protesto e a luta , entre a revolta e a esperança , contra todo e qualquer etnocentrismo Europeu e a defesa de um Universalismo Africano , entre o orgulho Africano e a Humanidade dos Homens.
E portanto , por uma mudança salutar do nosso "Modus Vivendi" e "Modus Operandi" vigentes.
Uma poesia que pode ser considerada simultaneamente da Negritude , da Africanitude e da Africanidade.Mas por um Universalismo "real" e genuíno.
Melhor dizendo , é uma Poesia da Negritude porque nos transmite o sentimento profundo da afirmação africana , é da Africanitude porque nos transmite esse sentimento profundo e o "Ser" profundamente Africano.Finalmente , é de Africanidade porque nos transmite o "Ser" e o "Sentir" Africano ;nela , há uma ideia de partilha com o mundo , há a necessidade de dar-se a conhecer , de universalizar-se e de universalizar.
Ela foi "...pintando na grande tela da vida uma história bela para os homens de todas as terras...", "cultivando o Universalismo" , "...em torno do mundo..." e para o mundo , para construir um futuro melhor.Haverá outro futuro melhor que o proposto por ela?
Haverá outro Universalismo tão inclusivo ?
Dizia ainda , "...vou trazer para o palco da vida pedaços da minha gente..." , afirmando a Humanidade do Africano , mas por outro lado , não esquecendo de contar "...com gentes de longe...".
Alda das Neves da Graça do Espírito Santo , reafirmou isso sim , a sua coerência na Poesia expressando o protesto e a luta intimamente associada às aspirações do seu povo e portanto , de todos os Africanos e de todos os Povos do Mundo que buscavam e buscam incessantemente a Emancipação.

Parede ,20 de Maio de 2002.

Delmar Maia Gonçalves

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Nota Biográfica de Delmar Maia Gonçalves

Delmar Maia Gonçalves , nasceu na Zambézia em Moçambique em 1969 , no seio de uma numerosa família onde se cruzaram gentes de várias origens , credos e continentes : África , Europa e Ásia.Habituou-se por isso ao convívio interracial , inter-étnico e interreligioso , daí a sua firmeza e intransigência inabalável na defesa de valores como a Solidariedade , a Paz , a Liberdade e a Tolerância ( antes e depois da Independência da então República Popular de Moçambique).
Empenhou-se em Portugal no Movimento anti-racista e na defesa da Causa Timorense , trabalhando intensamente com proeminentes figuras timorenses como Roque Rodrigues , José-Ramos Horta , Azancot de Menezes , Manuel Tílman , Mari Alkatiri , Abé Barreto Soares , Luís Cardoso , João Aparício,José Amaral e João Dias.

domingo, 25 de abril de 2010

Pequena nota Biográfica de Delmar Maia Gonçalves

Delmar Maia Gonçalves ,nasceu em Quelimane em 5 de Julho de 1969.
Ficou profundamente marcado ,por uma infância e juventude muito feliz na Zambézia ,terra do maior palmar do mundo , onde fez grandes amizades.Ficou igualmente marcado pela "revolução" socialista moçambicana ,comandada pelo Marechal Samora Machel e que teve muitos altos e baixos.Sendo de destacar nesta fase , os grandes investimentos na área cultural .
Apesar de tudo( situações menos justas em que se viu envolvido, bem como a sua família) , o seu amor ao país que o viu nascer mantém - se inabalável e o seu nacionalismo é inquestionável.
No entanto , é de salientar que desde sempre defendeu um relacionamento descomplexado e saudável entre Moçambique (ex. Colónia ) e Portugal ( ex. Potência Colonial ) , numa base de amizade , igualdade e de cooperação efectiva .