Para a Matilde Rosa Araújo
Não posso
chorar mais
a ausência
das tuas mãos ternas,
da tua voz meiga e terna,
dos teus cabelos
da neve da sabedoria,
do teu olhar doce
de um sorriso amplexal.
Choro sim
tua ausência
de "corpo inteiro"!
Delmar Maia Gonçalves
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terça-feira, 8 de março de 2011
O rosto da vergonha
Entro numa igreja Católica
e vorazes,os Homens
vão devorando a Bíblia
com estridentes
e convincentes
"Pai nosso que estais nos céus..."
Entretanto,junto à porta
uma criança vocifera
tremelicando faminta:
-Patrão,estou pidir...!
e tem 9 anos apenas
(Interessa o nome?)
Chama-se Matusse!
Este mundo belo,estranho e hostil
rejeita-o
É um " Pária" da sociedade que o gerou
Neste mundo brutal
que o acolheu
nunca teve um aceno de ternura
Esta alma virgem e impoluta
quer desesperadamente viver.
Mas quem se preocupa
em plantar nela
a semente da Esperança?
-Patrão,estou só pidir...!
E "nós" arrogantes e indiferentes
afastamo-nos!!!
Terminado o Sermão
do Senhor Cónego,retiramo-nos felizes
e aliviados da consciência pecadora.
No vôo passageiro do vento
depusemos o que de puro
e generoso há em "nós"!
Onde pára então o vento?
Em que casulo repousa?
Em que lugar etéreo
repousa "nossa" consciência?
Delmar Maia Gonçalves
e vorazes,os Homens
vão devorando a Bíblia
com estridentes
e convincentes
"Pai nosso que estais nos céus..."
Entretanto,junto à porta
uma criança vocifera
tremelicando faminta:
-Patrão,estou pidir...!
e tem 9 anos apenas
(Interessa o nome?)
Chama-se Matusse!
Este mundo belo,estranho e hostil
rejeita-o
É um " Pária" da sociedade que o gerou
Neste mundo brutal
que o acolheu
nunca teve um aceno de ternura
Esta alma virgem e impoluta
quer desesperadamente viver.
Mas quem se preocupa
em plantar nela
a semente da Esperança?
-Patrão,estou só pidir...!
E "nós" arrogantes e indiferentes
afastamo-nos!!!
Terminado o Sermão
do Senhor Cónego,retiramo-nos felizes
e aliviados da consciência pecadora.
No vôo passageiro do vento
depusemos o que de puro
e generoso há em "nós"!
Onde pára então o vento?
Em que casulo repousa?
Em que lugar etéreo
repousa "nossa" consciência?
Delmar Maia Gonçalves
Etiquetas:
Poesia
Deixem-me...
Deixem-me
viver um Amor
contra tudo o que é vão
Deixem-me
ser o batuque
sem a eterna masturbação
dos batuques de guerra
Deixem-me
viver um Amor
que não caiba
em nenhuma definição
porque ao Amor
só caberia o infinito
Jamais poderia
ser circunscrito!
Queria um Amor
que fosse cantado
exaltado
e então,só então
seria feliz!!!
Delmar Maia Gonçalves
viver um Amor
contra tudo o que é vão
Deixem-me
ser o batuque
sem a eterna masturbação
dos batuques de guerra
Deixem-me
viver um Amor
que não caiba
em nenhuma definição
porque ao Amor
só caberia o infinito
Jamais poderia
ser circunscrito!
Queria um Amor
que fosse cantado
exaltado
e então,só então
seria feliz!!!
Delmar Maia Gonçalves
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Poesia
Interrogações
Dir-se-ia que
a morte,ela própria
conspira com os vivos
para eternizar os Poetas
permitindo deambulações efémeras
de Seres menores(Maioria)
entre Seres maiores(Minoria)!
Delmar Maia Gonçalves
a morte,ela própria
conspira com os vivos
para eternizar os Poetas
permitindo deambulações efémeras
de Seres menores(Maioria)
entre Seres maiores(Minoria)!
Delmar Maia Gonçalves
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Reflexão
Gostaria...
Gostaria
Gostaria de apreender
o vôo singular dos pássaros
os misteriosos mistérios da natureza
o eterno movimento das estrelas
e como os peixes "mágicos" deslizam nas águas!
Não sou mais que
um vago búzio de carne
e um céu sem nuvens!
Delmar Maia Gonçalves
Gostaria de apreender
o vôo singular dos pássaros
os misteriosos mistérios da natureza
o eterno movimento das estrelas
e como os peixes "mágicos" deslizam nas águas!
Não sou mais que
um vago búzio de carne
e um céu sem nuvens!
Delmar Maia Gonçalves
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Poesia
domingo, 5 de dezembro de 2010
Queria que o meu País...
Eu queria que o meu País
fosse feito de alegria
Queria que no meu País
não houvesse ódio
Queria que o meu País
não conhecesse a guerra
só amor em abundância
amor e muita criança.
Mas com a barriga cheia!
Queria que o meu País
fosse um País sem tristezas
um País sem agressão
e que houvesse sempre pão.
Mas pão em todas as mesas!
Queria ver o meu País
como um enorme jardim
sem igual
cheio de acácias,
buganvílias e cravos.
Delmar Maia Gonçalves
fosse feito de alegria
Queria que no meu País
não houvesse ódio
Queria que o meu País
não conhecesse a guerra
só amor em abundância
amor e muita criança.
Mas com a barriga cheia!
Queria que o meu País
fosse um País sem tristezas
um País sem agressão
e que houvesse sempre pão.
Mas pão em todas as mesas!
Queria ver o meu País
como um enorme jardim
sem igual
cheio de acácias,
buganvílias e cravos.
Delmar Maia Gonçalves
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Poesia
Um Conselho(?)
O Monte Namúli
guarda a cascata
poética da Zambézia.
Quem quiser bebê-la
que vá acariciar o Gurué!
Delmar Maia Gonçalves
guarda a cascata
poética da Zambézia.
Quem quiser bebê-la
que vá acariciar o Gurué!
Delmar Maia Gonçalves
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Proposta
Moçambique(ilha)
Uma pérola
no Índico
brilha adormecida
pelo esquecimento
aguardando
um sinal dos novos tempos
uma pérola
no Índico
brilha cintilante
e moribunda
uma pérola
no Índico
aguarda reclamando
um novo renascer
com Afro-Euro-Ásia juntas.
De uma pérola
no Índico
poucas luas
separam o esplendor
do seu passado
do declínio do presente.
Delmar Maia Gonçalves
no Índico
brilha adormecida
pelo esquecimento
aguardando
um sinal dos novos tempos
uma pérola
no Índico
brilha cintilante
e moribunda
uma pérola
no Índico
aguarda reclamando
um novo renascer
com Afro-Euro-Ásia juntas.
De uma pérola
no Índico
poucas luas
separam o esplendor
do seu passado
do declínio do presente.
Delmar Maia Gonçalves
Tio Velho
Tio Velho
era colono branco
de chapéu alto
que usava balalaica de Káqui
Era careca
amava donzela negra
e tinha muito
"tesouro" escondido.
Marinela
era donzela negra
juramentada
que era curvílinea
usava mini-saia
e tinha
um "tesouro" guardado!
Um dia
travaram conhecimento
e...
Marinela
perdeu seu "tesouro"
guardado
na cama do Tio Velho
em troca
de uma gorjeta!
Delmar Maia Gonçalves
era colono branco
de chapéu alto
que usava balalaica de Káqui
Era careca
amava donzela negra
e tinha muito
"tesouro" escondido.
Marinela
era donzela negra
juramentada
que era curvílinea
usava mini-saia
e tinha
um "tesouro" guardado!
Um dia
travaram conhecimento
e...
Marinela
perdeu seu "tesouro"
guardado
na cama do Tio Velho
em troca
de uma gorjeta!
Delmar Maia Gonçalves
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Poesia
Zambeziando o Moçambi(canto)
Madorna.
Dez horas
da manhã.
Acordei.
É Segunda-Feira,
Cinco de Julho.
Nasci Hoje!
Faço anos,
vinte e cinco anos.
Lembrei-me
da Zambézia!
Da infância,
da juventude,
do cinema,
do futebol,
do rio,
da praia,
dos palmares,
de Quelimane!
Estou com meu pai
no coração,
não há festa
está decidido!
Sinto falta
de tudo.
Sinto-me ausente,
ausente de tudo.
Ausente do espaço que é meu,
ausente no tempo que não me
pertence.
Tento divagar
não estou em mim
Prefiro dormir
e adormeço
e sonho...!
Bom dia Moçambique.
Delmar Maia Gonçalves
Dez horas
da manhã.
Acordei.
É Segunda-Feira,
Cinco de Julho.
Nasci Hoje!
Faço anos,
vinte e cinco anos.
Lembrei-me
da Zambézia!
Da infância,
da juventude,
do cinema,
do futebol,
do rio,
da praia,
dos palmares,
de Quelimane!
Estou com meu pai
no coração,
não há festa
está decidido!
Sinto falta
de tudo.
Sinto-me ausente,
ausente de tudo.
Ausente do espaço que é meu,
ausente no tempo que não me
pertence.
Tento divagar
não estou em mim
Prefiro dormir
e adormeço
e sonho...!
Bom dia Moçambique.
Delmar Maia Gonçalves
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