Tenho medo...
Tenho medo
do silêncio profundo
das noites
Tenho medo
de escutar alguém
em voz alta
Tenho medo
de um fantasma
que penetra na noite
Tenho medo
de dar um grito abafado
Tenho medo!
Delmar Maia Gonçalves
Quelimane, 7 de Dezembro de 1984.
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sexta-feira, 17 de abril de 2009
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Mulher IX
Basta um olhar
para te sentir.
Basta um sorriso
para te compreender.
Delmar Maia Gonçalves
Carcavelos/Parede, 19 de Fevereiro de 2001.
para te sentir.
Basta um sorriso
para te compreender.
Delmar Maia Gonçalves
Carcavelos/Parede, 19 de Fevereiro de 2001.
domingo, 12 de abril de 2009
O rosto da Morte em Namacurra
Em Namacurra
vi um avião
que não tinha asas
e um carro
sem rodas.
Ambos tentaram
sobreviver.
Mas em vão!
Abraçaram
a morte
infalivelmente.
Delmar Maia Gonçalves
Parede/Monte Estoril, 2 de Setembro de 2003.
vi um avião
que não tinha asas
e um carro
sem rodas.
Ambos tentaram
sobreviver.
Mas em vão!
Abraçaram
a morte
infalivelmente.
Delmar Maia Gonçalves
Parede/Monte Estoril, 2 de Setembro de 2003.
sábado, 11 de abril de 2009
Mulher II
Quero alcançar-te
Ser-te fiel
Algo me impede
Sinto-o
Talvez seja parte do meu ser
Desconfiado e prudente
Talvez te ame demasiado
Para te querer
Prefiro estar só
Perdoa-me ser infame e maravilhoso
Delmar Maia Gonçalves
Parede, 21 de Dezembro de 1994.
Ser-te fiel
Algo me impede
Sinto-o
Talvez seja parte do meu ser
Desconfiado e prudente
Talvez te ame demasiado
Para te querer
Prefiro estar só
Perdoa-me ser infame e maravilhoso
Delmar Maia Gonçalves
Parede, 21 de Dezembro de 1994.
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Maioridade
Quando atingir
A maioridade
Vou rir-me
Do Mundo!
Delmar Maia Gonçalves
Lisboa, 14 de Dezembro de 2006.
(Inédito)
A maioridade
Vou rir-me
Do Mundo!
Delmar Maia Gonçalves
Lisboa, 14 de Dezembro de 2006.
(Inédito)
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Adeus? Até sempre!
Ao Fernando Pinto Ribeiro
De nada vale
Chorar tua partida.
De nada vale
Chorar tua ausência definitiva e inútil.
De nada vale
Chorar uma notícia antecipadamente anunciada.
Consola-me enfim
Escutar tua voz imortalmente amiga e infinita
Sentir tua fraterna amizade sem fronteiras
Sentir tua genuína simplicidade pulsar
Sentir teu gesto singular de inclusão
Contra todas as exclusões
Sentir teu grito silencioso e profético
Da poesia para os poetas.
Poetarás mares contra mares
Para um reencontro de mar aberto imortal
Na solidão da morte anunciada e para
A eternidade das outras vidas!
Delmar Maia Gonçalves
Lisboa, 20 de Fevereiro de 2009.
(Inédito)
De nada vale
Chorar tua partida.
De nada vale
Chorar tua ausência definitiva e inútil.
De nada vale
Chorar uma notícia antecipadamente anunciada.
Consola-me enfim
Escutar tua voz imortalmente amiga e infinita
Sentir tua fraterna amizade sem fronteiras
Sentir tua genuína simplicidade pulsar
Sentir teu gesto singular de inclusão
Contra todas as exclusões
Sentir teu grito silencioso e profético
Da poesia para os poetas.
Poetarás mares contra mares
Para um reencontro de mar aberto imortal
Na solidão da morte anunciada e para
A eternidade das outras vidas!
Delmar Maia Gonçalves
Lisboa, 20 de Fevereiro de 2009.
(Inédito)
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