segunda-feira, 21 de abril de 2014

MESTRE JOSÉ PÁDUA, O POETA DO PINCEL



O Mestre do traço fácil, das linhas esguias, livres, elegantemente vestidas do nosso solo pátrio “Moçambique”, não engana, continua pintando no tempo a caligrafia da nossa dor. Pois, a vida ainda dói. Incompreensivelmente ainda dói e ele canta-a com a cromia ou monocromia dos eleitos. Não sei se é a paisagem humana que habita nele ou se não será ele próprio a habitar a paisagem que obsessivamente namora e acarinha com o seu pincel.
São raros os mestres  da pintura que captam o vento que liberta as asas do condor!
A poesia que o enreda tem a marca dos sobas africanos, pois, com a sua capacidade facilmente nos transporta para as profundezas do coração moçambicano.
Encontramos na sua pintura o equilíbrio entre o seu eu interior profundo e o mundo, entre o seu ser e as emoções do seu fabuloso e mágico imaginário.
As grandes obras de arte dos grandes mestres da pintura são de uma solidão infinita e simultaneamente de uma abrangência universal que abraça e abarca o mundo.
Pádua não escapa a esse destino.
Sia –vuma Mestre!

Delmar Maia Gonçalves

(Poeta e Presidente do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora – CEMD)

In Catálogo da Galeria Artur Boal da Exposição de Homenagem ao Artista Plástico José Pádua



sexta-feira, 18 de abril de 2014

Nota Introdutória da Antologia "De Corpo Inteiro"




“Basta um olhar para te sentir
Basta um sorriso para te compreender.”


Este 4º Festival Internacional de Poesia “Grito de Mulher” resulta duma enorme vontade do Movimento Internacional de Mujeres Poetas Internacional e do CEMD de homenagear a mulher - “mulher de corpo inteiro”  – a mulher mãe, a mulher irmã, a mulher esposa, a mulher amante, a mulher santa, a mulher prostituta, a mulher deusa e, portanto, a mulher enquanto Ser Humano que complementa e completa o homem, tornando o mundo mais colorido e belo.
A presença da mulher em qualquer circunstância ou contexto torna as sociedades mais harmoniosas, reforçando os laços emocionais que nos ligam e massificando pelos valores a sensibilidade em contexto, lugares e circunstâncias, que de outra forma, dificilmente se manifestariam.
As diferenças que nos separam, são aquelas que, simultaneamente, também nos unem.
No caso da mulher, esse ser belo e envolvente, acontece mesmo que a sua presença nos enriquece pela diferença. Com ela encontramos, equilíbrios, sintonias, unanimidades e consensos, mesmo nas coisas mais díspares.
É por tudo isto, o que ela representa, de sorriso aberto, de olhar perfeito, de corpo inteiro, uma homenagem justíssima, com bons augúrios da Primavera que floresce.
Siavuma para todas as mulheres do mundo inteiro!



Delmar Maia Gonçalves
(Escritor ,Presidente do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora - CEMD e Curador do FESTIVAL GRITO DE MULHER )

Solidariedade com a Palestina