segunda-feira, 21 de abril de 2014

MESTRE JOSÉ PÁDUA, O POETA DO PINCEL



O Mestre do traço fácil, das linhas esguias, livres, elegantemente vestidas do nosso solo pátrio “Moçambique”, não engana, continua pintando no tempo a caligrafia da nossa dor. Pois, a vida ainda dói. Incompreensivelmente ainda dói e ele canta-a com a cromia ou monocromia dos eleitos. Não sei se é a paisagem humana que habita nele ou se não será ele próprio a habitar a paisagem que obsessivamente namora e acarinha com o seu pincel.
São raros os mestres  da pintura que captam o vento que liberta as asas do condor!
A poesia que o enreda tem a marca dos sobas africanos, pois, com a sua capacidade facilmente nos transporta para as profundezas do coração moçambicano.
Encontramos na sua pintura o equilíbrio entre o seu eu interior profundo e o mundo, entre o seu ser e as emoções do seu fabuloso e mágico imaginário.
As grandes obras de arte dos grandes mestres da pintura são de uma solidão infinita e simultaneamente de uma abrangência universal que abraça e abarca o mundo.
Pádua não escapa a esse destino.
Sia –vuma Mestre!

Delmar Maia Gonçalves

(Poeta e Presidente do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora – CEMD)

In Catálogo da Galeria Artur Boal da Exposição de Homenagem ao Artista Plástico José Pádua



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