sábado, 4 de abril de 2015

Antologia Fernando Pessoa e Convidados





NOTA DE APRESENTAÇÃO

Fernando Pessoa foi um importante poeta português, considerado hoje uma das figuras maiores das literaturas escrita, dita e falada em Língua Portuguesa.

Nasceu a 13 de Junho de 1988, às treze horas e vinte minutos, no Largo de São Carlos nº4, 4º Esquerdo, em Lisboa, filho de Nogueira Pessoa, natural de Lisboa, 38 anos de idade e de Maria Magdalena Pinheiro Nogueira de 26 anos de idade, natural da Ilha Terceira no Açores. Estes pormenores não seriam importantes, não fora o poeta um ilustre esotérico. Seu pai, funcionário público do ministério da justiça era crítico musical, e quando morreu deixou-o com apenas 5 anos de idade. Aos 6 anos de idade morre o seu irmão Jorge, altura em que cria o seu primeiro heterónimo o Chevalier de Pas. Com apenas  anos de idade, escreve a sua primeira poesia, uma quadra dedicada à sua amada mãe. Nesta altura, parte com a mãe para a casa do seu padrasto o Comandante João Miguel Rosa, Consul de Portugal na República Federativa da África do Sul. Em 1901, com 13 anos de idade, escreve o seu primeiro poema em inglês, ano em que regressa a Portugal, abalado, navegando os oceanos para acompanhar o corpo da sua irmã Magdalena Henriqueta, falecida em Durban. Em 1902, vai aos Açores, à Ilha Terceira, com a mãe para estar com a família materna.

Regressa novamente a Durban para estudar. Em 1906, regressa a Lisboa e passa a viver com a mãe e o padrasto. Após a morte da sua avó Dionísia, deixa Lisboa e vai viver sozinho em Portalegre, tendo regressado a Lisboa para montar uma tipografia. E quando falamos de Fernando Pessoa, de quem falamos realmente? De Ricardo Reis? De Alberto Caeiro? Ou de Álvaro de Campos? Certamente de todos num e do mesmo em todos. Todos estes acontecimentos, referidos anteriormente, moldaram o homem e o poeta que foi, como dizia o próprio poeta poliglota, ainda que precocemente “adivinhador de futuros” – Estou cansado de confiar em mim próprio, de me lamentar a mim mesmo, de me apiedar com lágrimas sobre o meu próprio eu – e sem dúvida marcou o seu lugar no mundo quando afirmou – Ora a civilização consiste simplesmente na substituição do artificial ou natural no uso e correnteza da vida. Tudo quanto constituí a civilização, por mais natural que nos hoje pareça, são artifícios. Por isso, esta justa homenagem ao poeta maior da língua portuguesa, no seu dizer Pátria sua, consegue gerar unanimidades e consensos sobre a sua reconhecida grandeza, reunindo poetas de países diversos irmanados pela poesia e pela língua comum, embora abraçando sua heterogeneidade e universalismo. No entanto, é bom que fique sempre claro, que “cada homem é um oceano.  Nunca chegamos verdadeiramente a conhecê-lo” e que “a poesia é a expressão sublime do real e do imaginário surreal”.

Sempre afirmei que o poeta se revela na generosidade com que se dá aos outros. Fernando Pessoa sempre se ofertou ao mundo, almejando um futuro melhor e renegando o hoje que o desencantava, por isso escreveu – Amanhã é dia dos planos. Amanhã sentar-me-ei à secretária para conquistar o mundo. Mas só conquistarei o mundo depois de amanhã – aqui se revela o poeta visionário, que premonitoriamente prevê o seu futuro.

Aos poetas antologiados apenas se pode pedir que continuem dignificando o sonho deste poeta maior, dignificando-se.


Delmar Maia Gonçalves
(Escritor e Presidente do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora - CEMD)

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